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Fundo de Pensão é aposta para gerar poupança futura

Longevidade em alta e previdência oficial com limite de valor do benefício são o presente e também o futuro de quem terá de se aposentar. As duas variáveis podem impulsionar a oferta de fundos de pensão como tática para manter o quadro de pessoal e fomentar a poupança.


O mundo dos fundos de pensão, dentro da chamada previdência complementar fechada, há muito tempo deixou de ser exclusividade de grifes do ramo de estatais como Banco do Brasil, Petrobras e Caixa Econômica Federal. A modalidade entrou no radar de empresas privadas como estratégia para ampliar benefícios e formar poupança para melhorar a renda dos empregados na aposentadoria. A alternativa ganhou mais impulso com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros, que exige mais tempo de contribuição à previdência oficial, alvo de frequentes mudanças de regras e que opera com teto de valor, hoje em R$ 4.159,00. 


Em 2013, o número de participantes (que são os futuros beneficiários) da modalidade alcançou 2,4 milhões de pessoas, com quase 700 mil assistidos (que já estão recebendo as pensões), sendo 180 mil ligados aos planos líderes – Previ, Petros e Funcef. Os ativos somavam até junho cerca de R$ 630 bilhões, 14,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Frente aos anos de 1990, quando o setor somava 1,63 milhão de participantes e ativos de R$ 150 bilhões, a cifra atual até pode parecer superlativa, mas entidades de previdência e especialistas advertem que o potencial é muito maior. E comparam com outros países - nos Estados Unidos, o patrimônio de fundos previdenciários representa 70,5% do PIB (dados de 2011), e, na Holanda, 138%.


A nova tábua de mortalidade, divulgada pelo IBGE no começo de dezembro e referente a 2012, elevou de 74,1 anos para 74,6 anos a expectativa do brasileiro ao nascer. Na prática, isso implica menor valor de benefício ou mais tempo de trabalho para compensar o maior tempo de vida. A Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência (Abrapp) estima que apenas 3% da População Economicamente Ativa (PEA) esteja vinculada a algum fundo de pensão, como patrocinador (quando a empresa contribui com uma ou mais partes da poupança e o empregado com outra) ou como instituidor, quando é iniciativa de associações ou segmentos que alimentam a poupança. A estimativa da Abrapp é de que ao menos 10% a 15% dos assalariados formais recebam acima do teto do INSS, clientela preferencial da complementação. São 324 entidades em operação no País, reguladas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). O diretor-presidente da Abrapp, o gaúcho José de Souza Mendonça, analisa que o número poderia ser muito maior e que recorrer a fundos deveria entrar no mesmo grau de prioridade quanto oferecer plano de saúde ou vale transporte a funcionários. Uma maior expansão, admite Mendonça, depende de mudança na cultura de empregados e gestores de empresas. “O trabalho é incentivar para que as pessoas ingressem nas modalidades e que as empresas montem os planos.”


Aposentado do Banco do Brasil há dois anos, Elizeu Beckmann é um exemplo do que muitos trabalhadores gostariam de alcançar. Depois de ficar na instituição por mais de 30 anos, Beckmann pôde recorrer ao fundo ao completar 54 anos. Ele chegou a pagar mais dois anos de INSS, regime geral de Previdência, para atender ao quesito de tempo de contribuição, de 35 anos. Com isso, conseguiu constituir uma pensão semelhante à ativa. “Muitos ficam mais tempo no banco, pois há vantagens da remuneração da ativa. Mas, por outro lado posso, acessar benefícios do tempo de trabalho e a poupança que isso gera”, contrapõe o bancário aposentado.


Casado com Denise e pai de um casal, Beckmann também colocou na balança outra medida. “Quando entramos no banco, é tradição aderir ao plano, mesmo não sendo obrigatório. Eu me  preparei desde os 19 anos para esse momento”, confessa o aposentado. A vantagem de virar inativo aos 54 anos? Beckman cita a chance de poder aproveitar mais o convívio com a família. Além disso, ele pensa em estudar e mesmo ampliar o lazer. “A atividade do banco é muito desgastante”, lembra. Mas o assistido da Previ revela que a postura é de eterna vigilância. “É um plano ligado a uma estatal, se alguém fizer algo errado, deixará na mão milhares de pessoas.” 


O doutor em demografia e professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence/IBGE) José Eustáquio Diniz Alves cita que a previdência complementar ganha mais força para quem busca manter a renda além do teto do sistema oficial. Como o regime geral segue a repartição simples (e não de capitalização), o governo vai ter grande dificuldade para financiar o crescente número de aposentados que vão requerer seus benefícios, adverte Alves.  “Teremos um quadro de diminuição do percentual de pessoas que contribuem. Com isso, o equilíbrio atuarial do sistema vai ficar cada vez mais comprometido”, preocupa-se o professor da Ence.


Especialistas advertem para oportunidade do bônus demográfico


O Brasil está em pleno surto do chamado bônus demográfico. A janela que oferece uma expansão da faixa de idade ativa no ponto mais abundante é a oportunidade para ampliar a renda média e fomentar a poupança, segundo especialistas em demografia e contas atuariais. E falar em reservas implica endereçar parte de recursos para a previdência complementar. O doutor em demografia e professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence/IBGE) José Eustáquio Diniz Alves adverte que, para aproveitar o bônus demográfico, é preciso ter uma política de pleno emprego e uma agenda de trabalho decente.


A maior percentagem de pessoas em idade ativa só se torna uma vantagem para o País e para as famílias se houver uma inserção produtiva e de qualidade da PEA”, vincula Alves. Para que isso aconteça, as pessoas precisam ter boas condições de saúde, moradia e educação. “Uma população saudável e com altos níveis educacionais se torna mais produtiva e gera maior quantidade de bens e serviços por unidade empregada.” São condições que abririam caminho para o aumento da renda per capita e da capacidade de poupança, uma reserva para sustentar mais investimentos no futuro. Outro dado a ser observado é que os gastos da previdência pública devem se elevar, pois a população idosa vai dobrar. “Isso pode gerar problemas para financiar os benefícios”, alerta Alves.


O professor de Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) João Antônio Lumertz usa a metáfora do cavalo que está passando encilhado ao se referir ao bônus. O temor é de que o Brasil, considerando governos, empresas e famílias, não gere nova poupança para o futuro, nesse caso, para custear a Previdência. As projeções apontam que, em 2040, a população somará 240 milhões de pessoas, depois, espera-se estabilidade e porção de 30% de brasileiros acima dos 60 anos. “O problema hoje é que se incentiva muito o consumo, que compromete parte da renda que deveria ser deslocada para poupança. O bônus vai de 2025 a 2030, portanto, temos menos de 20 anos para compor esse ganho de receita para o envelhecimento”, adverte o professor. Lumertz defende a intensificação das orientações sobre a gestão de fundos e maior acompanhamento pelos participantes para evitar que novos Aerus - de ex-funcionários da extinta Varig - se repitam. “Precisa ter muito zelo na política de controle”, justifica.


Empresas acionam planos para manter e motivar funcionários


Passou a ser linguagem comum. Empresas não se cansam de repetir que manter funcionários virou uma questão de sobrevivência do negócio. E, para isso, o fundo de pensão virou diferencial frente a concorrentes. Grandes grupos como Randon, na área de implementos rodoviários, autopeças e setor de serviços, inseriram os planos de previdência  como item elementar na política de pessoal. O grupo tem desde 1994 o RandonPrev. Outros segmentos  no Estado buscam o Indusprev, que faz a gestão de planos do sistema Fiergs, sindicatos e empresas. 


O gerente do RandonPrev, Rui Oliveira Bueno, lembra que a iniciativa, com ativos hoje de R$ 230 milhões e mais de 11 mil participantes, buscou retribuir o tempo dedicado pelos empregados ao grupo. “Era para alcançar a chance de uma segunda aposentadoria, e virou um grande incentivo hoje para entrar e ficar na Randon”, observa Bueno. Os planos e a política de participação da empresa (que pode chegar a três vezes o valor aportado pelo funcionário) seguem faixas etárias. “Até 41 anos, ocorre a maior rotatividade”, cita. O grupo se beneficia de redução da base de incidência do Imposto de Renda. A cultura da poupança é incentivada internamente, e adota-se aposentadoria após os 60 anos de idade.


A ex-gerente de recursos humanos do grupo, a agora aposentada Maria Tereza Casagrande, fez contribuições acima da cota, o que aumentou seus rendimentos. Maria Tereza levou para o novo período de vida uma lição: “Se aposentar com saúde e dinheiro é ótimo, se aposentar sem dinheiro e doente, não”. Quando estava na ativa, costumava abordar os colegas mais jovens sobre a necessidade de pensar e programar a inatividade. “Avisava que tinham de começar cedo a programar isso, pois a vida passa muito rápido”, aconselhava.


Maísa Paranhos Bertoglio, diretora da Qualificar, ressalta que a inclusão de planos na gestão de pessoal melhora a relação com os empregados em todos os níveis, seja executivo ou operacional. “É forma sim de fidelizar os empregados, e essa preocupação cresce entre as lideranças que definem as ações”, revela Maísa, acostumada a aconselhar o alto escalão do negócio. A diretora da Qualificar aponta a necessidade de promover a inclusão das diferentes gerações. “A mais jovem tem valores próprios. Se não perceber um propósito, não fica.”


Mercado aposta em atração de fundos multipatrocinados


A previdência complementar está no visor do mercado, que espera maior demanda das modalidades multipatrocinadas. Em vez de a empresa fazer em casa a gestão dos planos, poderá optar por uma instituição especializada. O vice-presidente da Icatu Seguros no Estado, César Saut, aposta no desenvolvimento desse tipo de atrativo a funcionários. Pelos aportes e forma de tributação, os planos são mais viáveis para médias e grandes empresas, ressalta Saut.


A previdência é benefício imbatível e, na hora de optar por uma empresa com e outra sem plano, os profissionais vão escolher a primeira”, avisa o vice-presidente da Icatu no Estado, que observa o movimento crescente de companhias atentas ao cenário. “Antes era uma modalidade comum a estatais, hoje as pessoas querem fazer previdência.” Saut aponta que a mudança no perfil de longevidade está colocando na ordem do dia a busca da complementação.

 

Mudanças nas regras do setor também reduzem a ocorrência de quebradeiras como as dos montepios, que faliram e deixaram na mão aposentados e quem fez poupança, ou mesmo de fundos como o Aerus, de ex-funcionários da extinta Varig. O drama de participantes e aposentados do Aerus se agravou ante o esgotamento de reservas do fundo devido à interrupção dos aportes pela empresa. Até 1987, a regra previa benefício igual ao do último vencimento da ativa, o que exigia sempre mais aportes do patrocinador (empresa), assegurando equilíbrio atuarial (ingressos e rentabilidade que cubram os benefícios no longo prazo). Hoje os planos seguem a fórmula da contribuição definida. Quanto maior a poupança, maior o benefício. 


Outra barreira à expansão pode estar vinculada à burocracia para abrir planos, que carimba uma mão forte da Previc, agência reguladora. O diretor-presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência (Abrapp), José de Souza Mendonça, defende que a adesão seja compulsória. “Se for obrigatório, é mais difícil sair depois”, justifica Mendonça. “Muitos não entram e  se arrependem, mas daí é tarde.” 


O dirigente tranquiliza que o desempenho das aplicações dos recursos dos fundos de pensão em 2013, que sofrem o efeito da queda da rentabilidade de aplicações, é circunstancial. A maior ou menor exposição depende do perfil de gestão do fundo. Grandes fundos de pensão alocam quase 30% do patrimônio em ações, mas a maior parte das entidades (ativos abaixo de R$ 1 bilhão) é conservadora, com menos de 20% na bolsa. “Estamos falando em déficit hoje, mas em 2007, a discussão era como distribuir superávit, em 2008, paramos de falar nisso e, em 2012, voltou o tema do superávit”, contrasta Mendonça. Os planos não visam ao lucro, mas à cobertura de benefícios. O dirigente da Abrapp reforça que o ideal é que a conta sempre feche em zero. “A regra é  equilíbrio entre ativo e passivo.”

Liderança estratégica feminina

por Maísa Paranhos Bertoglio

Nesses 18 anos trabalhando com Consultoria Empresarial, percebo que 
o grande problema a ser resolvido na Liderança Estratégica Feminina é conscientizar a mulher que o problema X é DELA, como pessoa, e que necessita casá-lo com a ação urgente, deixando de imaginar ou desejar quem deveria resolvê-lo, pois, quando assim age, acaba caindo no teatro feminino que ela faz para se autoboicotar.

Nesse momento, não importando se existem pessoas melhores preparadas para fazer, resolver ou ajudar, é a mulher líder quem deve resolver o problema X, instalado no escopo do seu território. Isso porque, depois de apropriado dentro do seu ser, o problema X passa a ser DELA e, após assumir essa posição, é que ela deve chamar pessoas qualificadas para o escopo do seu negócio, seja ele na empresa, na família, na casa, na instituição em que esta mulher líder fizer parte.

A mulher tem que vencer muitas barreiras para realizar um crescimento pessoal saudável e, hoje, é uma questão de sobrevivência, nesse ainda novo milênio, focar no que é funcional e útil para os seus projetos e sonhos, colocando-se como pessoa, de espírito, alma e mente, e deixando de jogar um jogo falido, de quem se coloca como vítima, santa e deixando, assim, o outro errar no final.

O momento que o planeta está vivendo necessita de um posicionamento diferente das mulheres. Precisamos entender de forma clara o que está acontecendo no mundo e assumirmos uma posição estratégica de liderança feminina, ajudando a acabar com as diferenças sociais, de raça, sexo e nos unirmos para um bem comum.

Estamos passando por uma época onde o mundo está necessitando do talento e da habilidade natural da mulher, que é a inovação, o atendimento, a ternura, o amor, o ato de servir com excelência a todos, com alegria, de forma espontânea, leve, tranquila, fácil e acolhendo, nesse momento, os desejos, sonhos, talentos, forças, fraquezas de todos os seres existentes nessa Terra, ajustando,
organizando para um bem maior, seja ele a empresa, a família, a Igreja, a comunidade, o Estado, o país, o mundo, o planeta.

O que impede muitas mulheres de assumirem suas posições como líderes é, sem dúvida, o problema de falta de autoconhecimento pessoal, de conhecimento na área de liderança feminina e as alterações significativas na área da ação. A mulher líder precisa inverter o sentido e a prioridade do fazer. Normalmente, a mulher trabalha muito, com dedicação e eficiência. Mas trabalha para os outros, ou
seja, não o faz para satisfazer seu “egoísmo vital”, como um tijolo colocado na sua construção; o faz como dever de satisfazer outra pessoa. Como exemplo, a mulher pode exercer a maternidade e servir bem os filhos, como autoconstrução, ou como fuga, como meio de não assumir o protagonismo de si mesma. Porém, poderia fazer a maternidade como serviço, para dar consistência e maturidade ao seu ser,
além de um ato de prazer e de bem servir ao filho.

Grande parte do trabalho, da ação em si da mulher, não é feita como algo próprio: trabalha para o marido, para o chefe, para a sociedade, com o risco de não computar a sua ação como captação de energia e crescimento. Ao contrário, desperdiça energia sem retorno em realização.

O ponto chave é identificar o seguinte: o que impede muitas mulheres de assumirem suas posições como líderes e de auxiliarem em estratégias eficazes e eficientes para todos?

A mulher possui uma energia que move muita gente, que agrega, aproxima, ajunta. Porém, essa mesma energia é ambivalente, ou seja, assim como atrai e provoca ao máximo o outro, acaba por, ela mesma, frustar e destruir o que fez. E é nessa hora que precisa do homem para que, juntos, possam focar toda essa energia movimentada e transformar em algo útil e funcional para todos.

Isso ocorre porque o homem tem uma habilidade nata que chamo de “egoísmo vital”, que é a habilidade de se cuidar, se proteger, se preservar. Esse egoísmo é diferente do “egoísmo egoísta”, que é a pessoa que quer tudo só para si, só pensa no seu umbigo e os outros que se ferrem.

Trabalhando com líderes (homens e mulheres), e sendo uma mulher líder, não lembro de ter encontrado uma mulher que exercitasse o “egoísmo vital” em pleno ritmo e com constância tal que resultasse numa estratégia de sucesso para si mesma. Também percebi uma graça explosiva, vencedora e uma retomada excepcional da mulher, quando essa parece deprimida ou arruinada. Depois de uma semana, poderá ter uma vigorosa recuperação. Já observando os homens líderes que trabalhei e que trabalho, posso contar nos dedos de uma mão a quantidade dos que não tinham ou não exercitavam com excelência o “egoísmo vital”. Da mesma forma, não observei nenhum homem líder se levantar de forma vigorosa, em tão pouco tempo, como o que acontece com as mulheres.

Chego a uma conclusão que, com a entrada deste milênio, as mulheres precisam se posicionar como Líderes Estratégicas, compartilhando suas experiências, vivências, habilidades, talentos, metas, objetivos e propósitos comuns para que os homens possam crescer como seres humanos melhores. Ao mesmo tempo, devem aprender com os homens os seus pontos fortes, suas habilidades, talentos, foco e egoísmo vital, pois o que falta nas mulheres os homens têm muito e o que falta nos homens as mulheres têm de sobra! Esse é o grande desafio do milênio: a busca pela paz e pelo crescimento pessoal e espiritual. E a única maneira de todos crescerem é aceitar as diferenças de opiniões, jeitos, idades, épocas, formas etc. Parece utópico e romântico, mas não é. Trata-se de questão de sobrevivência humana nessa nova era. O mundo mudou muito. O acesso à informação, a produtos. A demanda modificou completamente. Hoje temos, dentro de uma empresa, quatro gerações juntas trabalhando. E cada um comunicando a sua linguagem, seu pensamento, querendo liderar sua vida. Todos precisam ser acolhidos, ouvidos, percebidos e ter supridas as suas necessidades individuais e pessoais. A loucura disso é que não mais dentro da família. Agora é dentro das empresas!

E agora? O que fazer? Qual o melhor profissional para cuidar dessa demanda organizacional de trabalho e do desejos desses novos clientes internos e externos? Como alcançar os resultados desejados e quais são os indicadores relevantes nesse novo cenário que se apresenta no mundo?

Lembro que, há 10 anos, as empresas me contratavam para ser Coach de mulheres líderes nas empresas, pois ela não sabiam focar em metas, objetivos, controlar indicadores, mas conseguiam manter a pesquisa de satisfação alta dos clientes internos e externos. No entanto, não davam resultados financeiros. Preparei muitas executivas e empreendedoras que se tornaram “homens” e sobrou até para o cachorro, pois eles não eram mais úteis (por não serem de raça não ganhavam prêmios) e nem funcionais (sujavam a casa e davam trabalho) e acabavam sendo expulsos do lar - rsrsrsrsrs!

Tornaram-se mulheres muito focadas em resultado e hoje exercem cargos importantes. São presidentes de associações, empresas etc. São executivas fantásticas, só que são mulheres que não conseguiram administrar, tal como muitos homens, o lado afetivo, pessoal, que tanto realiza o ser humano.

Agora sou chamada nas empresas para fazer Coach com os homens, para serem mais tolerantes, sensíveis, cuidadosos, jeitosos, respeitosos, pois ninguém quer trabalhar com eles. Isso vem acompanhado de toda a sorte de problemas possível, como o desemprego, suicídios, depressão, doenças etc.

Acredito que, nesse momento crucial em que nos encontramos, homens e mulheres precisam estar juntos na empresa, na casa, com os filhos e com a comunidade, pois, sem a união das habilidades e talentos naturais dos homens e das mulheres, não vamos conseguir fazer um processo de transição, de crescimento para esse novo milênio que inicia.

Percebo que, nesse momento, o papel de mãe biológica, que é fazer filhos, é simpático, porém secundário, não é prioritário. Nesse momento, o que o mundo precisa é de mulheres líderes, “mães psicológicas”, pois o papel desempenhado, nesse momento da história, é de mulheres líderes de ALMA, de espírito, que façam parte da história de forma efetiva, participando da criação de um novo mundo.

Toda mulher líder é livre e pode inventar uma nova vida a cada sete anos. Uma nova empresa, um novo mundo, um novo trabalho, um novo interesse. E com isso, é claro, observando os vínculos da sociedade econômica, política, jurídica e com a fantasia de criar a si mesma no mundo.

Dicas de Liderança Estratégica Feminina

1. Assuma a responsabilidade da sua vida e dos seus relacionamentos; chega de se posicionar como vítima do homem, da sociedade, do mercado etc.
2. Sonhe acordada, pois as mulheres que realizam seus sonhos de olhos abertos os tornam possíveis.
3. 80% dos seus resultados proveem de 20% dos seus esforços; você sabe quais são os seus esforços que estão gerando 80% dos seus retornos?
4. Pense por que algumas coisas funcionam muito melhor do que o previsto. E por que algumas coisas pensadas funcionam mal?
5. Agende tempo na sua agenda para pensar!
6. Estratégias simples são a melhor barreira à imitação; mantenha as coisas simples!
7. Pense estrategicamente; uma boa estratégia é simples, distinta e pode ser resumida numa página.
8. Tenha sempre um plano de recurso; pense: ... e se?
9. Regra da boa negociação turca ... “só existem essas três opções na negociação: ganhar, ganhar e ganhar!”
10. Nunca diga “a coisa da maneira como ela é”; ninguém quer ouvir como as coisas são. As pessoas querem ouvir “as coisas” de uma forma que tenha impacto na sua posição, se for um caso válido.
11. Para progredir é necessário fazer mudanças; se você está cometendo erros, então não está fazendo progressos; sucesso imediato é algo muito raro!
12. As pessoas pensam, sentem e se comportam de forma confusa e contraditória. Um bom líder sábio compreende a complexidade da natureza humana e a psicologia individual, reconhecendo as semelhanças fundamentais que conectam a todos nós e também as diferenças importantes que nos tornam seres humanos diferenciados.
13. Transforme sua empresa e seus negócios em números; essa é maneira mais fácil para gerenciar e administrar (cinco cadeiras, 10 colaboradores, R$100,00, dois carros etc).
14. Pinte o quadro e o assine! O pintor é aquele que assina o quadro!
15. O humor requer relaxamento e prontidão para “ver” a ambiguidade e o absurdo! Ria! Não se torne tão enredado com a intensidade da sua agenda ou o sentido de auto-importância sobre suas prioridades de trabalho a ponto de não ver as ironias e paradoxos da sua vida organizacional.
16. Maturidade emocional combina com humildade, humanidade e humor!
17. Foco na Regra 90 – 10 da Negociação! 90% de todas as negociações são determinadas nos primeiros 10% da negociação. Os outros 90% do tempo é necessário para liquidar os últimos 10% dos detalhes. E esses 90% são determinados por a) gosto da outra parte? b) a outra parte gosta de mim? c) gosto da ideia?
18. Reveja os seus sucessos e insucessos e faça uma boa análise dos sucessos e dos fracassos que o tem surpreendido!
19. Cumpra a lei, pague os impostos! Esse é o maior risco do seu negócio fechar!
20. O maior desafio do líder é preparar as pessoas para o escopo do seu negócio. Elas não vêm prontas!
21. Sua empresa precisa de processos claros e definidos para sobreviver no mercado competitivo, mas saiba que isso não dá dinheiro!
22. O que dá dinheiro é “atendimento e inovação”! Para isso não existe processo.

Maísa Paranhos Bertoglio - Diretora da Qualificar Instituto de Desenvolvimento Humano Ltda. e da Consultoria e Treinamento Qualificar Ltda. em Caxias do Sul/RS.
Graduada em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda.
Consultora Empresarial há 10 anos na área de Liderança e Gestão de Pessoas, em empresas nacionais, multinacionais e órgãos
públicos.
Palestrante. Coach. Professora de Eneagrama. Facilitadora de cursos na área de desenvolvimento de Liderança, Vendas e
Recursos Humanos. Coach de Liderança - 10 anos.
Certificação Internacional pela “Corporate Coach U” (USA), entidade americana de reconhecimento mundial em Coaching Cor-
porativo. Formação em Coach Behavioral Coaching Institute’s – Conducted by Licensed Facilitators Accredited by BCI.Academia
Brasileira de Coaching PNL Practitioner – Sociedade Brasileira de PNL e Richard Blander. Head Training Treinamento Compor-
tamental - Instituto de Formação deTreinadores.

Coaching de Liderança

   por Maísa Paranhos Bertoglio

Gostemos ou não, as empresas, as relações pessoais e a forma como nos comunicamos mudou muito na última década. O desafio dos empreendedores é ter em mãos às pessoas certas e dirigi-las de modo certo. Esse é o diferencial e a primeira base do sucesso, pois qualquer situação positiva ou negativa de uma empresa, numa redução última, tem sua causa em ações e operações de pessoas. A empresa pode até crescer, mas não se desenvolve se as pessoas não forem funcionais. Quanto maior a funcionalidade das pessoas, mais fácil e rápido serão os resultados.

Muitos são os fatores que dificultam a funcionalidade e a realização pessoal. Porém, a causa-base reside no fato do sujeito não conhecer a si mesmo, desconhece a ordem da sua natureza. Por isso realiza escolhas, pratica ações e tem comportamentos que contrariam o próprio projeto. É impossível a realização e a funcionalidade fazendo coisas contrárias à sua essência. 

A maior perda da sociedade não é de ordem econômica ou ambiental, mas sim de inteligência e de vitalidade. Toda a questão é: por que ocorre esse bloqueio, esta destruição do potencial empreendedor, tornando sujeitos medíocres? Ou, por que muitos, com o dom da liderança, se tornam líderes negativos? O que acontece emocionalmente quando faço escolhas erradas? O que acontece quando tomo decisões acertadas? Que critérios tenho, internamente, para saber se as oportunidade são boas e feitas para o meu potencial? É nesse momento que o Coaching de Liderança encontra terra fértil. Mas o que é Coaching de Liderança?

É uma ferramenta muito usada para desenvolver empreendedores, através do autoconhecimento, focado em buscar e fortalecer habilidades e competências naturais do sujeito. Assim, pode se trabalhar com todo tipo de profissional, devido a aplicações personalizadas. O Coach estimula de forma consciente o Coachee para sair da zona de conforto, buscando atingir metas que tragam benefícios permanentes e que supram as reais necessidades do grupo onde esse empreendedor está inserido. O foco desse trabalho é o autoconhecimento, levando o sujeito a tomar as rédeas da sua vida, na busca de realização pessoal, na vida profissional e econômica, na vida afetivo-amorosa, na vida familiar e no convívio social.

Por isso que o principal objetivo do processo de liderança pessoal é centrar a pessoa na sua identidade utilitarista-funcional, ou seja, autenticar a pessoa para que ela possa ser o que ela é, gerando, assim, a paz e a alegria interior,  tão buscadas por todos e automaticamente o sucesso econômico financeiro. Entre os vários benefícios e vantagens do Coaching de Liderança, há que se destacar que, para o Coachee, o grande benefício é a alegria de se estar inteiro no momento presente, em todas as áreas da sua vida, e contemplar o natural crescimento econômico-financeiro. O processo de Coaching de Liderança Pessoal não tem um prazo definido, pois cada sujeito é único. Em média, dura de três a doze meses de caminhada juntos (Coach e Coachee), dez horas por mês, sendo oito horas no ambiente do Coach e duas horas no ambiente do Coachee.

Para o Coach o grande benefício é o de conhecer e conviver com líderes, que ensinam com a sua própria vida, ampliando o conhecimento e trazendo pérolas de sabedoria, algo tão precioso para essa vida. Sem falar da alegria de ver o crescimento do seus Coachees e de várias pessoas ao seu redor, pois esses empreendedores influenciam a vida de muitos. Segundo os sociólogos, até as pessoas introvertidas influenciarão, em média, 10 mil pessoas durante a sua vida. Se alguém que nem está tentando liderar outros impactará a vida de tantas pessoas, imagine o que pode fazer uma pessoa que tem a intenção de liderar.

Por isso a liderança é para todos! Todos foram chamados por Deus para liderar sua vida, seus negócios e sua família. E o grande chamado está em influenciar os outros a serem melhores do que podem ser.

 

artigo extraído do livro: PNL & COACHING - Guia prático com grandes especialistas para você liderar ainda mais sua vida pessoal e profissional, coodenação Andréia Roma, Bruno Juliani e Déborah Epelman - Editora Leader - pgs: 145 a 150 - autora Maísa Paranhos Bertoglio.

* Maísa Paranhos Bertoglio - Graduada em Comunicação Social, consultora empresarial há 10 anos na área de Liderança e Gestão de Pessoas, em empresas nacionais, multinacionais e órgãos públicos, palestrante, coach, professora de eneagrama, facilitadora de cursos nas áreas de desenvolvimento de lideranças, vendas e recursos humanos. Diretora da Qualificar Instituto de Desenvolvimento Humano e colunista de liderança na revista Exper.

Além do Bojador

   por Wesley Cavalheiro
Meu tempo na vida militar-naval legou-me marcas profundas. Marcas que viriam a determinar um estilo de vida, por serem tanto cognitivas quanto emocionais.
Uma das lições que aprendi dentre as muitas deste período: para liderar com eficácia é essencial saber ser liderado, inclusive pelos liderados.

Comandar um dos navios que comandei é manter-se em constante alto risco. As situações de avarias inopinadas da propulsão junto a outros desafios de trabalho proporcionaram ao pequeno e velho barco uma tripulação de homens de ferro, com a tempera forjada no calor do perigo, malhadas, literalmente, com suor e dor. A interdependência neste ambiente gerou uma equipe. Aqueles homens foram a encarnação das palavras de Fernando Pessoa: “Quem quer passar além do Bojador / Tem que passar além da dor. / Deus ao mar o perigo e o abismo deu, / Mas nele é que espelhou o céu.”
É isso! ‘Experienciar’ o sublime requer passar além da dor. 

Pouco mais de um ano antes, alguns tripulantes e eu chegamos à embarcação. Desconhecidos uns dos outros, erámos um grupo de profissionais. Só isto. Nossa primeira missão foi delinear a construção de um farol no ponto mais alto de uma ilha. Duas equipes já tinham sido enviadas anteriormente e ambas relataram que não era possível. Forneceram alternativas, mas nenhuma que atendesse satisfatoriamente “ao que o chefe queria”.

Ao chegarmos à ilha, a equipe de reconhecimento desembarcou, retornando em pouco menos de uma hora. “Não dá para subir”; “a vegetação é muito cerrada; ‘galhos’ molengos, flexíveis”, “não conseguimos abrir caminho;” etc. Regressamos à Base, mas não me contentei com o resultado. Programei refazer o reconhecimento em três dias. Selecionamos vestimenta que protegessem todo o corpo (macacões, botas, luvas e capacetes) e equipamentos de mata apropriados (facões, facas, e machados afiados, serras, cordas, etc.). Ao chegarmos ao local, uma última modificação: incorporei-me à equipe. Já na borda da subida, nada falei e, simplesmente, fui... Em sessenta minutos estávamos no alto da elevação, por cima da mata, vislumbrando uma das mais belas paisagens que o olho humano pode apreciar. Às vezes liderar é isso: liderar é posicionar-se à frente para determinar. Trata-se de um dos estilos de liderança (autocrático) mencionados por Ken Blanchard e Paul Hersey. 

Com o passar do tempo, na execução das sucessivas tarefas atribuídas ao navio, cada membro do grupo foi se compromissando, entusiasmando, esforçando, superando, interagindo uns com os outros de tal forma que havia ‘um só coração’, uma sinergia fluindo livre e espontaneamente, fazendo com que os resultados passassem a ser surpreendentemente excepcionais. 
O estabelecimento da confiança mútua gerou que, não raro, minhas decisões provinham das sugestões e pedidos da tripulação. Eles sabiam como eu pensava e, por isso, as sugestões e pedidos eram alinhados com os valores estabelecidos, visando o bem comum e resultados efetivos, o que me proporcionava outro tipo de liderança, a democrática, que inclui a delegação. Entre o estágio inicial e este, a liderança de orientação e apoio.

Meu maior desafio – e dificuldade – foi criar dentro em mim um ambiente que favorecesse o desenvolvimento da maturidade da equipe. Mais que nunca a flexibilidade foi uma competência crítica e, desenvolvê-la, requereu inteligência emocional expressa em paciência, tolerância e, sobretudo, crença. Crença no potencial e no poder de valores universais sólidos: ao lidar com uma alma, seja apenas outra alma humana2; não há limites para a doação em quem se tem confiança irrestrita1; o sucesso é dos que ‘jogam’ o jogo do ganha-ganha2; – sobrepondo a realidade obscura, pobre e medíocre com que se é tentado na ilusão do “não tem jeito”, ou “o sucesso é para alguns”, ou “uns nasceram para mandar e outros para obedecer”, ou, ainda, “para uns ganharem outros tem que perder”, etc.
Ainda em Fernando Pessoa se lê a síntese, “Valeu a pena! Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. A síntese do mistério do Cristo feito humano e caminho para o que é humano tornar-se divino.

Desenvolvimento de Líderes

Por Izaias Penso

1 - O sucesso profissional com produção de riqueza e realização, além de uma ambição pessoal, parece ser uma necessidade de todos para se sentirem realizados e felizes.
 Os candidatos a esta condição são muitos, pessoas com potencial, às vezes com bastante estudo, capacitação técnica, esforçados, mas no final das contas quantos de fato chegam lá!? 
Alcançar o sucesso e a realização é uma possibilidade concreta da natureza e do potencial de cada um, não é somente um fator cultural ou um luxo social.
Muitos alcançam este estado de um modo natural, outros - talvez a maioria - acabam vendo seus sonhos frustrados ou realizados num patamar baixo.
 A pergunta é: existem conhecimentos e práticas que, sendo seguidas, poderiam garantir com certeza de chegar lá?
 Fazendo uma análise mais criteriosa e um confronto entre os que chagam e os que ficam pelo caminho, ou não conseguem o pleno que poderiam, a resposta é SIM, existem essas práticas: os vencedores sabem e fazem coisas que os outros não sabem ou não fazem.
Para esses vencedores trata-se simplesmente de uma prática normal de vida. É um estilo de viver e fazer; eles não descrevem isto, simplesmente vivem e fazem.
Porém, esta sabedoria ou esta ciência já se encontra documentada e testada, basta saber onde encontrá-la e aprender como praticá-la. 
Na sustentação do sucesso integral existem sempre duas bases fundamentais:
Preparo técnico, acadêmico, e toda cultura relativa à área de atuação escolhida. Isto implica em quase exaurir o conhecimento, a informação e a experiência prática para poder destacar-se como um diferenciado.
 
Autoconhecimento e equilíbrio de personalidade. Significa conhecer o mundo interno, o funcionamento mental, o potencial, as vontades, as reações emocionais, e saber coordenar tudo com ponderação e medida aos fins do crescimento. Nisto pode estar incluída também a vida afetiva, familiar, as relações amorosas e sociais. 
Observações mais atentas evidenciam que as dificuldades de crescimento, as frustrações profissionais e as perdas econômicas, estão profundamente ligadas ao ponto 2, o qual demonstra ser a base para qualquer sucesso, seja de executivos ou de outros profissionais. 
Portanto, para formar grandes executivos ou ótimos líderes, é indispensável incluir estudos, avaliações e formação também na área pessoal, com a mesma ênfase ou maior do que o investimento feito no preparo técnico profissional. As faculdades e os MBAs dão o básico, não conseguem dar o preparo específico e particularizado, por isto fica uma grande lacuna aberta.
Do outro lado, na prática profissional, com todas as suas variáveis e implicações ao interno das empresas, também há distorções e vícios enormes que precisam ser resolvidos, e sobra para o executivo porque muitas empresas não têm a cultura para parcerias mais funcionais. Porém, as soluções sempre passam pelo mesmo caminho: o ponto 1 e o ponto 2 não podem dissociar-se, e se colocados justos tornam o sujeito capaz de qualquer solução.
Muitos podem acreditar no destino, na sorte, ou na providência de um Deus, mas olhando os fatos ao longo da história cada um é o resultado das suas escolhas e daquilo que ele faz. 
Ensinar “o pulo do gato” não existe, por que o gato não sabe o pulo, ele o inventa na hora, não é um salto pré-fabricado, só que o gato para fazer “aquele salto” precisa ter em ordem todos os instrumentos de sua natureza, sendo assim ele sempre é genial no pulo.
2- As bases que preparam para fazer o salto, e que ainda não são trabalhadas em quase todas as propostas de formação disponíveis no mercado, talvez, se resumam no seguinte:
Conhecer a própria identidade, isto é, o centro de força ou essência que constitui o indivíduo, e que contém todas as leis para evoluir com sucesso: nada evolui e dá bons frutos se não estiver em correspondência com a própria natureza;

Para além dos critérios convencionais, o executivo deve aprender a utilizar critérios naturais para fazer escolhas e tomar decisões. Por ex. o estômago é um critério natural que atesta se a comida é sadia ou não. 
Tanto nos negócios como na vida privada há um princípio interno que reage dando a posição exata de vantagem ou desvantagem a cada impacto relacional, mas este princípio precisa ser conscientizado e aplicado.

Conhecer o funcionamento da engenharia mental: quais pensamentos, quais fantasias, quais juízos, quais imagens são funcionais, e quais desgastam e criam confusão, depressão, agressividade, etc. Por ex. o que significa um esquecimento, uma obsessão mental, uma convicção absoluta, um bloqueio, uma fantasia destrutiva? Que resultados produzirão? 

Alargando o item acima: o executivo deve saber selecionar as informações que continuamente desfilam dentro dele, na sua mente, mas para isto ele tem que ter noções do significado das imagens e das emoções. Uma coisa é a informação externa, outra é a informação que vem de dentro, a qual traduz a posição dos fatos, uma vez que está em conexão natural com estes.

Maturidade e inteligência na parceria com o empresário ou comitê de gestão. O grande profissional conquista tudo, até o posto do próprio patrão, mas qual é a postura, o comportamento, a estratégia, as ações para ir ao topo?

O que significa ser executivo de uma parte de um projeto que é de outro, que é sustentado pela dinâmica de um líder ou de um conselho? Qual a lógica de ação e funcionamento para que as duas partes tenham os melhores resultados e crescimento recíproco? 

Qual é o estilo de vida que mantém em alta o executivo evitando o estado confusional, a desmotivação ou a depressão. Como lidar com os normais estereótipos acreditados pela cultura, e como transcendê-los mantendo-se em harmonia com a sociedade, com a justiça, e com as leis democráticas?
 
Conhecimento prático da comunicação subjetiva: que informação circula entre um indivíduo e outro, entre o indivíduo e um grupo sem passar pela consciência, e que efeito produz? A informação mais contundente vai além da linguagem verbal, corporal, das emoções, e de toda a fisionômica e gestualidade. Como entrar numa reunião difícil e sair inteiro? Como impactar situações negativas e não ser contaminado? 

Na velocidade do mercado atual, com os instrumentos mecânicos em ação – computador, internet, face book, twitter –, e diante de novos paradigmas em vários campos, como fazer para o executivo manter “os pés no chão”, conectado ao mesmo tempo à sua real força e à realidade dos fatos? (Perdido o contato interno, quanto mais instrumentos e informações externas mais aumentam a confusão).

Ampliar o conhecimento sobre fatores específicos na condução da família, do casamento e dos filhos para que sejam instrumentos de crescimento e realização do próprio executivo. 

Amor e sexo. Outro “calcanhar de Aquiles” para muitos. O crescimento e a riqueza exigem um estilo progressivo de perfeição e estética em todas as áreas. O sexo e o amor podem ser fonte de inspiração e genialidade, mas também podem comportar perigos e dificuldades.
 
Inconsciente e auto-sabotagem: ter noções de como opera o inconsciente tanto na parte positiva como negativa. Quase todas as escolhas e ações que o sujeito faz contra ele mesmo são motivadas por forças inconscientes: na convicção de estar fazendo o melhor o sujeito joga contra o próprio patrimônio.
 
Por fim, é preciso ter noções do que seja a intuição. Existe quem a desconsidera totalmente, e existem os que se prendem demais naquilo que chamam de intuição. Por isto seria importante ter critérios claros para adotar ou descartar idéias, impressões ou informações, supondo serem intuições. É um tema que o grande executivo deveria conhecer. 
Este processo de desenvolvimento deve associar, portanto, aos mais diversos programas de estudo e formação acadêmica, um training específico de coaching individual, acrescido do estudo e prática dos temas acima descritos.
Uma vez conhecidos estes pontos, e integrados aos demais conhecimentos acadêmicos, o líder está em condições de conduzir com segurança sua escalada de crescimento ao longo do tempo até chegar ao ápice do sucesso e da realização, dando obviamente os melhores resultados para a empresa a qual se dedica.

Da Psicologia Individual ao Sucesso Empresarial

Por Izaias Penso

1 – O princípio do sucesso e da riqueza sem dúvida é composto de muitos fatores, porém a base de tudo está na psicologia individual e na inteligência de quem dirige o negócio. 
Neste sentido, mais importante do que as técnicas que o sujeito domina e do conhecimento que ele possui, está o seu estado como pessoa, sua maturidade e seu equilíbrio emocional. A vida é a primeira empresa, e de acordo como ela é tratada e dirigida, assim serão os resultados das demais empresas do sujeito.
Todo domínio e aplicação de técnicas, toda visão, escolhas e operações, estão sempre na dependência das condições de quem opera. Por quanto queiramos justificar ou separar as coisas, existe uma realidade que evidencia que para operar bem é preciso viver bem, “pois quem realiza bem a si mesmo realiza também bem a própria empresa, o próprio trabalho, o próprio ganho. Do mesmo modo, quem não sabe administrar bem a si mesmo não pode produzir um ganho eficiente”. (Meneghetti. 2009, p.94) 
No quebra-cabeça empresarial falta encaixar melhor esta peça: a vida do empresário e suas condições internas e pessoais, que grau de influência tem nos resultados globais do negócio, e como isto opera. 
 É muito comum ainda hoje o conceito de que “a vida pessoal” é deixada em casa, e “a vida profissional” é levada para o trabalho, porém na prática isto não existe. Quando um profissional vai para a empresa, o potenciamento ou a debilitação que a vida pessoal produziu vai junto. 
  Na análise das empresas, tanto das que vão bem como das que vão mal, as condições das pessoas de comando e seu equilíbrio de personalidade, é o fator número 1 do negócio.  Nas que vão bem se encontra inteligências claras que conseguem ver e controlar o todo, nas que vão mal se encontra convicções e teorias que não correspondem à realidade, pessoas confusas, inseguras, que do seu estado complicam a empresa. 
Em matemática, a vírgula fora do lugar muda todo resultado de uma conta, assim é com a palavra mal colocada, a coisa não vista ou a decisão mal avaliada de um empresário; pequenas coisas que mudam grandes resultados. 
Na abordagem a seguir busca-se identificar as raízes dos problemas de empresas que não vão bem, nas quais os sintomas manifestos podem ser diversos, mas na essência quase todos têm a mesma raiz: pessoas de comando, líderes que não estão no ponto, e, portanto, não acertam as escolhas e as ações. 
É importante frisar que estamos falando da mente que comanda o negócio, pessoas que decidem o destino da empresa. Mesmo quando os subalternos mantêm coisas inadequadas, de algum modo sempre existe a conivência dos superiores.
2 – Vejamos como a psicologia do indivíduo cria as dificuldades empresariais ou profissionais, e qual seria o caminho da solução. 
a) Existe um ponto interno, uma matriz estruturada pela educação e pelas vivências afetivas positivas ou traumáticas do passado (uma frustração, uma vingança guardada, um medo sofrido, uma repressão, um momento de ódio, uma culpa) que se estabeleceu na relação com o adulto de referência afetiva, e que ficou gravado dentro e é operativa hoje.

b) Este ponto se constitui numa matriz informativa a qual gera um caráter específico que é um modo constante de pensar, de agir e de se relacionar constante (um modo de ser rígido, de ser piedoso, teimoso, dono da verdade, preguiçoso, agressivo, etc.) o qual constitui um hábito dominante, consciente ou inconsciente, mas que permeia todos os comportamentos e todas as relações. 

c) A presença operativa desta estrutura bloqueia o crescimento, a evolução do potencial, e, portanto, não dá o resultado que o sujeito deseja e poderia alcançar. Além disso, pode induzir ou facilitar a cometer erros específicos os quais se constituem numa nova matriz, sobreposta à primeira, que estabiliza o indivíduo em resultados repetidos de cunho regressivo ou frustrantes.  É o caso dos muitos empresários e profissionais que passam a vida dando voltas e não conseguem sair do lugar, ou da maioria das pessoas que em algum ângulo da sua vida sempre tem problemas (quem no dinheiro, quem na vida afetiva, nas relações profissionais, na saúde, etc.)

d) Esta matriz (ou matrizes) dominante deforma o funcionamento natural do sujeito, ou seja, o faz agir fora das leis de sua natureza e sutilmente fora da realidade. A alteração do processo interno se projeta também nos fatos externos, porque altera os instrumentos de percepção e a forma de consciência, onde entre o fato e o percebido não existe mais coincidência. Consequentemente, o julgamento que o sujeito faz da realidade não é correto. Por ex. um agressivo percebe as coisas de um modo, enquanto um piedoso percebe de outro, uma pessoa com medo tem um tipo de avaliação, uma pessoa tranquila tem outro, embora os fatos de referência sejam os mesmos. 

e) Com isto o empresário ou o executivo rompe a relação com a realidade, seus pensamentos e suas convicções vão de um lado, enquanto os fatos caminham tranqüilos de outro. Não consegue acertar o ponto que daria a solução e o ganho, porque não consegue ter uma visão clara e correta das coisas, com a agravante de ter a convicção de estar certo. Além do que tem alterações na motivação, na vontade, na iniciativa, o que corta o ímpeto natural da vitória. 
Neste sentido temos as grandes discórdias nas reuniões, os conflitos de relações, o antagonismo entre sócios, erros de avaliação de mercado, de produtos, etc. É como se a pessoa, de modo talvez inconsciente, dentro de uma visão parcial ou errônea, impusesse aos fatos a sua ditadura mental na convicção de estar fazer o melhor.
 
f) O resultado desta matriz interna gera vários efeitos negativos: 1) Ruptura da harmonia interna do próprio indivíduo: o sujeito perde a funcionalidade primária e passa a agir contra a própria natureza, cria doenças, bloqueia a inteligência, faz auto-sabotagem; 2) Este funcionamento alterado gera vários efeitos psicológicos e emocionais, tais como, insegurança, confusão mental, dúvida, medos, desmotivação, fuga, depressão, ansiedade, irritação, etc.; 3) como defesa deste estado decorrem comportamentos externos característicos: o sujeito pode se tornar piedoso, arrogante, superficial, agressivo, passivo, esquecido, etc., e disso decorrem também as discórdias e conflitos intra e extra-empresa; 4) a percepção da realidade, a visão e o julgamento sobre as coisas fica comprometida e o indivíduo faz escolhas e ações erradas. 

g) É dentro deste quadro que está toda a origem da problemática na gestão de uma empresa ou de uma profissão. O fato de o profissional ter maior ou menor conhecimento ou capacitação técnica não muda a essência das coisas. Quando há “limpeza” interna, aquele que tem conhecimento é ponderado nas suas relações e colocações, e aquele que não o tem, mas igualmente é limpo, tem humildade para aprender, portanto não gera problemas. Do mesmo modo um líder, o dono do negócio, que tem esta transparência e está de posse da verdade, isto é, tem a percepção exata das coisas, pode ser duro, austero, que não cria problemas, não gera conflitos, porque a sua autenticidade inspira confiança e harmoniza as pessoas.

h) É a operação errada internamente que faz o líder errar as contas no externo, o faz trocar os sinais ou os números. Por ex. onde uma pessoa segura vê mais, o inseguro pode ver menos; enquanto um diretor com medo fecha uma filial, outro que está tranqüilo não fecha ou abre mais uma, etc. Isto é, mudam drasticamente os resultados, e tudo isto é o produto exclusivo da psicologia do indivíduo.
 
i) Aprofundando um pouco mais a questão, em base a esta psicologia individual alterada, vamos encontrar distorções graves na gestão dos negócios ou da profissão.  Muitas perdas de economia ou falência de empresas têm na sua base exclusivamente o deslocamento e a reelaboração de frustrações e patologias da infância ou da adolescência que não foram resolvidas. A luta agressiva com um irmão ou com o pai é reeditada continuamente com sócios, diretores, gestores da empresa, até se consumir tudo. Ou a piedade vivida pela mãe resignada que deu tudo ao filho, faz com que este enquanto empresário queira ser filantrópico não produtor de riqueza, ou o faz querer tudo gratuito onde os funcionários ou a sociedade devem tornar-se uma nova mãe.
 A demonstrar isto estão os mais avançados e recentes estudos sobre a atuação do inconsciente referente à auto-sabotagem que evidenciam de modo inequívoco como na base de qualquer distorção, erro, ou grande perda empresarial e econômica, está sempre a estrutura psicológica, consciente ou inconsciente, dos indivíduos que comandam.
Do mesmo modo demonstram estes estudos, que quando o indivíduo é sadio e mantém sua vida em realização, a empresa jamais cai e não se verificam perdas. 
4 – Na formação de líderes ou na preparação de empresários para o sucesso, esta deveria ser a primeira correção e o primeiro investimento a ser feito para garantir o crescimento e a realização, sem perda de tempo e de economia.
Porém, esta intervenção não é de competência dos cursos acadêmicos ou dos MBAs de especialização, porque exige uma avaliação e uma intervenção específica e pontual para cada indivíduo. 
É um trabalho de cunho terapêutico onde são realizadas três passagens: a) conscientização, isto é, tomar conhecimento dos pontos disfuncionais, como se instalaram, como operam hoje, e quais efeitos produzem; b) decisão de mudar a conduta e os comportamentos conexos a esta base estrutural, o que significa um voluntarismo para mudar os conceitos e os modos de proceder naqueles pontos onde opera o problema; d) construção de um novo enquadre mental e comportamental que não mais coincida com os antigos modelos ou estereótipos perdedores.
Portanto, trata-se de uma abordagem de consultoria individual, uma forma de coaching corretivo e de desenvolvimento, onde o líder tem a oportunidade de identificar, reconhecer e resolver estes pontos internos que levam a dificuldades e perdas desnecessárias. 
5 – Feita esta passagem as coisas começam a andar até de modo surpreendente, o que antes era bloqueio agora se torna via de passagem, e o sujeito se encontra pronto para iniciar o processo de crescimento. Portanto, tem a sanidade e o equilíbrio para construir uma caminhada de sucesso e vir a ser grande.
Neste momento abre-se uma nova fase de conhecimento e prática, a qual não tem um término. Sobretudo hoje, com a velocidade das mudanças e com as novidades contínuas em todos os sentidos, faz-se necessário um processo de estudo do tipo Lifelong Learning, ou seja, é preciso estudar, aprender e aperfeiçoar-se sempre. Conforme refere Jacques Delors:
Hoje em dia, ninguém pode pensar adquirir, na juventude, uma bagagem inicial de conhecimentos que lhe baste para toda a vida, porque a evolução rápida do mundo exige uma atualização contínua dos saberes... A educação ao longo de toda a vida é uma construção contínua da pessoa humana, do seu saber e das suas aptidões, mas também da sua capacidade de discernir e agir. (DELORS, 1998, p. 103 e 106).  
Quando um empresário sai do círculo vicioso de ganhos e perdas, ele entra numa fase de crescimento que exige acompanhar um jogo evolutivo onde tudo é um tanto incerto, as regras não são claras e não estão prontas. Também não bastam as fórmulas fixas ou estereotipadas da cultura e das teorias econômicas ou de administração, é preciso criatividade e visão aguçada ou intuição.
De um lado, portanto, se faz necessário um aprofundamento e um contínuo aprendizado sobre todo o complexo jogo que envolve o negócio, que implica em visão de mercado, jurisprudência, diplomacia, conhecimento de várias culturas, línguas, novos modos de conduzir pessoas, conciliação de forças e interesses sociais, ambientais, etc. e de outro, é preciso crescer e aperfeiçoar-se como pessoa.
Por isto, de ora em diante, para garantir o sucesso e, sobretudo, para manter-se nele, se faz necessário conciliar estas duas grandes questões: a lógica empresarial ou profissional, e a lógica vida pessoal. 
A consistência do crescimento real não comporta evolução unilateral, ou seja, ser grande de um lado – no dinheiro, no conceito social – e ser medíocre como pessoa. Aliás, este tem sido o erro de muitos bem sucedidos que caíram depois de terem construído grandes riquezas. 
O crescimento não é uma estrada gratuita e de mão única, tem sua lógica e uma hierarquia de valores que não pode ser modificada ou saltada. Cada coisa tem seu tempo e seu lugar, e para cada item colocado no lugar certo e no momento certo se abre uma nova passagem sucessiva para novos acertos sempre maiores e melhores. Não existe a improvisação, não existe o acaso, é inteligência pura capaz de entrar no mundo das causas onde a realidade faz suas próprias contas, para prevê-las ou coordená-las.  
Portanto, o desafio neste novo estágio é duplo: aguçar a racionalidade e a própria formação enquanto empresário, e conciliar isto com o crescimento e a realização da vida privada individual e social. Não pode haver defasagem entre estas duas realidades, porque seria contraditório que o negócio ande em ascensão e a vida do indivíduo em declínio. Quando não há este alinhamento, pode até existir uma “gordura” que mantenha as coisas em alta por um tempo, mas excedido este tempo o crescimento pára e depois começa a queda.
Este é o lado mais perigoso, e, diria, incalculável, de quanto custa nas contas finais da logevidade de muitas empresas este descompasso entre a vida empresarial e a vida privada. É aqui que o empresário deveria estar atento e manter um contínuo aperfeiçoamento para que a primeira empresa – a vida – esteja sempre à altura ou à frente da segunda que é o seu business. 
Neste sentido trata-se de especializar-se naquilo que são afetos familiares, dimensões de amor e sexo, relações amistosas e convívios sociais, estilo de vida, arte e estética individual, uso do tempo livre, racionalidade com a riqueza, e tantas outras coisas aparentemente destituídas de importância, mas que é o fermento para a inteligência, a coragem e a vontade de prosseguir um grande jogo. 
Sobretudo, quem cresce como líder e como construtor de riqueza deve preocupar-se em compreender o jogo da existência, qual é a lógica da vida, quais os fins previstos pela natureza, qual a relação entre indivíduo e sociedade, e qual a relação entre espírito e matéria. 
Quase todos dão por certo que sabem conduzir isto ou que estas questões não têm grandes implicações com a riqueza e com o sucesso; não conectam isto aos efeitos, inclusive da saúde e da felicidade!  Certo, é provável que alguns sejam especialistas nas duas áreas – empresa e existência - mas os fatos demonstram que para a maioria a “contabilidade” final não fecha, e acaba sobrando coisas que não agradam e faltam coisas que seriam preciosas, porém o tempo passou e a realidade é  implacáveis. 
Para evitar amargos dissabores, e para usufruir os grandes prêmios que a vida, a liderança e a riqueza podem oferecer, é necessário cuidar da vida pessoal igual ou mais do que a própria empresa, porque a vitória final é a perfeição de todas as partes, e não somente de algumas. Não basta ter o dinheiro, é preciso tornar-se um patrão inteligente de toda a própria riqueza. 
Em termos práticos, a passagem técnica para garantir a longevidade do sucesso e a plena realização, está em conhecer profundamente a si mesmo, onde a prioridade é com a própria vida sem descuidar nada daquilo que a cerca no universo empresarial, social e ambiental.
Bibliografia
Delors, J. Educação: um tesouro a ser descoberto. (UNESCO, MEC). São Paulo: Editora Cortez, 1998.
Meneghetti, A. Revista Performance Líder. A autossabotagem no Inconsciente do Empreendedor. São Paulo, Ano II, I semestre, 2009.

  

Sonhos, Crescimento e Realização Humana

Psic. Izaias Penso

 
A vida nos dotou de um instrumento maravilhoso para nos guiar – os sonhos – porém deixou para nós a tarefa de aprender decodificá-los. Compreender os próprios sonhos significa ter o poder sobre a própria vida.

O que são os sonhos e quais as suas funções?

Mesmo que muitas vezes os sonhos nos intriguem, é muito comum para a maioria julgar que os sonhos são bobagem, que não têm sentido e que não merecem importância.

Na verdade, na vida de um ser humano tudo o que acontece é sério, tem um motivo e uma finalidade. Com os sonhos não é diferente.

Estudando os mais sérios autores que trataram sobre sonhos desde os primórdios da escrita, e trabalhando com meus próprios sonhos e com sonhos de clientes quase que diariamente há mais de 30 anos, fica evidente a seriedade e o grande serviço que nos presta os sonhos se conseguirmos minimamente entendê-los.

Em termos simples podemos dizer que os sonhos são a radiografia de como a vida, nossa energia, nossos sentimentos e emoções estão se movimentando.

A cada ação, a escolha ou situação importante que aconteceu, ou que está acontecendo, ou que vai acontecer, varia a energia, varia o nosso estado emocional, e com isso variam as imagens que se configuram nos sonhos.

Portanto, os sonhos, em síntese, são uma informação ou informações que a inteligência da vida que pulsa em nós nos dá; é uma linguagem com a qual nossa essência se comunica com nossa consciência quando nossa razão não consegue colher o todo da realidade que acontece em nós.

Os sonhos são sempre informações preciosas, específicas e precisas sobre nossos interesses – especialmente os grandes interesses – com a finalidade de nos orientar para o acerto, o ganho e o crescimento.

Por isto, os sonhos são um serviço superior da vida para com o vivente, com a finalidade de salvaguardá-lo e de orientá-lo, porém a linguagem através da qual eles nos falam infelizmente nós não aprendemos decodificá-la.

Os sonhos ao longo da história.

Ao longo da história, seja com os Gregos ou com os Egípcios ou outras civilizações, até os últimos Imperadores, Reis e Principados, os sonhos sempre foram instrumento de altíssimo valor e importância em praticamente todas as tomadas de decisões dos grandes líderes, guerreiros, políticos, etc.

Sempre existiu ao lado desses grandes homens os peritos em decodificar sonhos, imagens, sinais da natureza, dos animais, em função de tomarem as melhores decisões e iniciativas.

Por Ex. o Império de Constantino, 314 d.c, que reconheceu a religião católica dando civilidade a todos os cristãos, foi decidido na interpretação de uma imagem que o Imperador teve, a qual, corretamente interpretada, colocou a vitória nas mãos de Constantino.

O grande Júlio Cesar, talvez o maior guerreiro que a humanidade conheceu, não teria sido assassinado no senado Romano se tive ouvido o que os intérpretes dos sonhos o aconselharam.

Do mesmo modo sabemos que grande parte das descobertas científicas aconteceu por informações exatas dos sonhos que o pesquisador teve, pois os sonhos são em grande parte substitutivos da intuição. Também sabemos que a solução de grades problemas sociais, econômicos, e outros, também tiveram suas indicações dos sonhos dos que estavam envolvidos com eles.

Dispensa comentários a grande importância que os sonhos passaram a ter após os estudos, sobretudo, de Freud e de Jung.

Porém após estes autores já ouve novos aprofundamentos científicos e os sonhos vêm ganhando espaço inclusive não só na área clínica de cunho psicológico, mas especialmente nos mundo dos negócios e na realidade empresarial. Não são poucos os empresários que se interessam em saber o que os seus sonhos estão indicando.

 Quais as informações que eles dão.

Os sonhos fazem parte da lógica psíquica. São eles o produto de um mundo inconsciente, aparentemente ilógica, que, porém, é mais exato do que a matemática. Os sonhos são infalíveis nas suas informações, mas a dificuldade está em conseguir decodificá-los e compreendê-los.

Os sonhos não podem mentir, assim como uma valência química ou física do nosso corpo não pode mentir. Por como as coisas estão se configuram em resultados, em efeitos, em imagens: os movimentos da energia psíquica ou somática sempre se expressam, seja num sintoma no corpo, seja numa materialização externa, seja num enredo de imagens.

Os sonhos seguem uma hierarquia de prioridades nas suas informações.

Em primeiro lugar está a saúde orgânica, o nível biológico. Havendo riscos ou ameaças nesta área, os sonhos tendem a não descrever sobre outras áreas. Isto é lógico, porque como os sonhos são um serviço da vida, e esta tem como princípio manter-se vivente naquela individuação, tem como maior urgência denunciar se algo está errado quando está errado.

Em segundo lugar os sonhos informam sobre todo o lastro afetivo amoroso e familiar, pois é nesta área que mais os seres humanos estreitam relações, e por consequência se dá um índice de conteúdos maiores a serem informados, no bem e no mal.

Seguindo a hierarquia, quando as duas áreas citadas estão em harmonia, o sonho refere o mundo empresarial, as pessoas que trabalham no nosso projeto, e em todas as relações que estão implicadas neste raio de interesse; fala de sócios, de parcerias, de fornecedores, de clientes, etc.

Por fim, se esta área também entra em equilíbrio, os sonhos falam sobre a realidade social enquanto mercado, oportunidades, situações favoráveis ou desfavoráveis, enfim de tudo aquilo que abre passagens para o crescimento, o sucesso superior, a criatividade, a riqueza, a contribuição humanista, a metafísica do business.

Por que os sonhos podem revelar as causas passadas, os fatos presentes e os acontecimentos futuros?

Os sonhos provem do intelecto, da essência ou da alma, portanto fazem parte da energia pura ou metafísica, e transcendem as coordenadas do espaço e tempo. Neste universo subjetivo ou metafísico, passado e presente estão juntos, logo é indiferente para os sonhos sinalizar o que aconteceu há 20 ou 50 anos ou o que está acontecendo agora.

O futuro, por sua vez, os sonhos podem indicá-lo em base às coordenadas intencionais ou configurações de estruturas mentais já programadas que dão uma certa direção, já prevendo desfechos que acontecerão inevitavelmente se não forem alteradas tais coordenadas.

Como usar os próprios sonhos como instrumento de crescimento.

Lidar com os próprios sonhos, tirar deles grande proveito não é tão simples, porém possível para todos os que se interessarem em realizar ao menos um estudo básico necessário sobre o tema.

Existem premissas indispensáveis para entender os sonhos:

1)      Conhecer os fundamentos teóricos científicos sobre sonhos;

2)      Aprender os critérios básicos de interpretação;

3)      Lembrar dos próprios sonhos (sonhamos todas as noites, mas muitas pessoas não lembram nunca dos sonhos);

4)      Habituar-se estabelecer uma conexão entre os fatos do dia e os sonhos, e uma conexão com os fatos marcantes da vida e os próprios sonhos;

5)      Manter o foco em si mesmo, isto é, procurar morar dentro do próprio organismo em confidência com a própria alma, habituando-se a sentir o corpo inteiro assim como todas as emoções.

6)      Quanto mais sadios, mais em bem estar estivermos, mais fácil se torna de compreender os próprios sonhos.

7)      Abandonar a rigidez mental e a rigidez de hábitos, e abrir-se para o novo, para o belo...

8)      Buscar um profissional já especializado e com experiência para um progressivo aprendizado até ter a capacidade e a confiança de saber interpretar os próprios sonhos por conta.

Iniciação à compreensão dos sonhos.

Compreender os próprios sonhos equivale a compreender a própria vida. Portanto, não se compreende os sonhos de modo isolado, mas dentro do contexto que envolve a vida em termos concretos.

Premissas:

1)      Resgatar a percepção e a sensibilidade de todo o organismo; quanto mais se percebe o corpo e se convive conscientemente com ele, tanto mais se sabe de si mesmo;

2)      Começar a considerar, conscientizar e valorizar toda a linguagem emocional e todas as variações de sentimentos; ter equilíbrio entre o pensar e o sentir.

3)      Escrever os próprios sonhos;

4)      Iniciar o entendimento partindo do geral, isto é, distinguir sonhos positivos de sonhos negativos sem querer saber a mensagem específica dos sonhos. Porém, para isto é necessário adquirir conhecimento sobre o significado geral de uma série de símbolos, e aprender os critérios gerais que discriminam o que é positivo do que é negativo nos sonhos.

Para exemplificar:

·         Qual será o significado de um sonho que mostra uma lavoura devastada pelas pragas, e de um sonho que mostra uma lavoura bela, sadia? Será que o sonho positivo é o primeiro, ou é o segundo?

·         Qual será o significado de sonhar com um cardume de peixes belos e sadios, e qual será o significado de sonhar com os peixes mortos boiando na água?

É lógico que nem sempre os sonhos são simples assim, mas quero crer que estes exemplos demonstram o que é distinguir genericamente os sonhos negativos dos sonhos positivos.

A partir deste genérico se vai afunilando para aumentar a compreensão dos particulares.

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